terça-feira, 15 de setembro de 2020

Série Parábolas de PRONTIDÃO - Talentos



Prontidão para a volta de Jesus:
        Mt 24.45-50 – Dos servos
        Mt 25.1-13 – As 10 virgens 
        Mt 25.14- 30 – Dos talentos
        Mt 25. 31-46 – Bodes e ovelhas

Parábola dos talentos
  Nesta parábola falaremos mais uma vez a toda a igreja, mas de forma específica, falaremos sobre o que faremos com a salvação que nos foi oferecida por Cristo, pois todos aqueles que se tornam servos de Jesus são também capacitados por Ele com seus “Talentos”.
  Vamos primeiro entender o que é talento, talento não é como na maioria das vezes entendemos de maneira literal na nossa língua portuguesa, talento aqui nessa parábola se trata de um valor que era medido em peso, onde 1 talento equivalia a aproximadamente 35 kg de prata, ou 6000 denários, e 1 denário equivalia à 1 dia de trabalho de um servo na época de Jesus, ou seja, um servo para conseguir arrecadar 1 talento em sua conta bancária precisaria trabalhar mais de 16 anos e sem gastar nada. É importante entendermos o valor de 1 talento para não parecer que há injustiça na hora em que o Senhor reparte os talentos e até mesmo para evitar de termos pena daquele que recebeu 1 talento achando que recebeu pouco.
  Precisamos considerar que todos receberam a mesma coisa, mas para entender isso precisaremos ilustrar. Se eu tenho um copo com capacidade de 500ml, um copo de 300ml e outro de 200ml e enche-los até seus limites, a todos estarei dando a capacidade máxima, e foi isso que o Senhor fez, deu os talentos de acordo com a capacidade de cada um.
  É importante ressaltarmos que Deus não se engana e que todos nós temos alguma capacidade, visto que somos criação de Deus, feitos à sua imagem de acordo com a sua semelhança, antes desconfigurados pelo pecado, mas agora restaurados através de Cristo. A parábola começa com Deus dando talentos a cada um de seus servos conforme a capacidade ou utilidade que viu em cada um, mas no fim ao que escondeu na terra o talento, Deus o chama de servo inútil, Deus não tem servos inúteis, mas podemos decidir assumir esse perfil neutro e infrutífero.

  A Bíblia NVI nos traz um detalhe muito interessante, aqueles que receberam 5 e 2 saíram imediatamente para trabalharem na administração dos talentos e dobraram os talentos que tinham, isso fala de prontidão e comprometimento com aquilo que lhes foi confiado e conseguiram provar que o seu Senhor não estava errado ao confiar a eles seus bens.
  Já o que recebera 1 talento e escondeu, fica uma pergunta no ar:
  O que ele fez em todo esse tempo até que seu Senhor voltasse?
  A resposta é fácil, ele continuou vivendo, mas não ocupado com os bens que o seu Senhor lhe confiou, ou seja, ele viveu sua vida, fez suas coisas, só não fez o que Deus esperava que ele fizesse. Isso nos ensina sobre a administração do nosso tempo, dos nossos dons, sejam eles naturais ou sobrenaturais, qual o nível de envolvimento que eu estou tendo com as coisas do Reino de Deus e qual o nível de envolvimento que tenho com as coisas da minha própria vida, mais uma vez, só será possível viver o que os dois primeiros servos viveram se estivermos dispostos a negar a nós mesmos e nos dedicarmos com a mentalidade de que servir ao nosso Senhor éa principal missãoda nossa vida.
  As qualidades que o Senhor destaca nos servos que multiplicaram os talentos foram as mesmas, servo bom e fiel, essas qualidades estão ao alcance de todos, eles também receberam a mesma palavra, “Fostes fiel sobre o pouco, sobre o muito te colocarei, venha e participa da alegria do seu Senhor”. É importante lembrarmos a conta que fizemos no início dessa parábola, que 1 talento não é pouca coisa, não na realidade daquele servo, onde 1 talento custaria mais de 16 anos de trabalho, mas aqui o Senhor diz ser pouco, pois está comparando aos demais, podemos cometer esse erro, nos deixarmos convencer de que estamos fazendo muito, mas haverá um dia que outros servos assumiram responsabilidades muito maiores do que as nossas, mas que mesmo assim permaneceram fiéis.
  Outra coisa muito importante para observarmos é que, o que recebera 5, como o que recebera 2, ao dobrarem os seus talentos, um ficou com menos do que o outro no valor total, mas a recompensa foi a mesma no final. Uma das grandes vilãs da caminhada no ministério é a comparação, onde o meu esforço não é trabalhar focado no que o Senhor me confiou e crescer de acordo com isso, é olhar para alguém que está crescendo e desenvolvendo algo aparentemente maior do que eu e buscar isso como “sucesso no ministério”, não estou falando de buscarmos inspiração no outro, mas uma busca pela superação do outro movidos por inveja e vaidade.
  Isso é uma grande ilusão e um mal com o advento da internet e redes sociais, onde muitos ministérios buscam fazer eventos a altura dos que estão sendo apresentados, claro que não estou sendo radical e repito, podemos nos inspirar no que o outro faz para também apresentarmos o nosso melhor, mas entendendo que o fato de eu não conseguir crescer como o que tem mais talentos não significa que não estou sendo excelente naquilo que faço para Deus, preciso ter um coração bem resolvido quanto a isso, pois essa “vilã” chamada comparação pode me levar a sujar o meu coração com a inveja. Perceba que apesar da diferença do resultado final dos dois primeiros servos, ambos receberam a mesma recompensa.
  O servo que escondeu, fez isso porque disse que conhecia o Senhor e que isso o fez agir dessa forma. Quero aqui ressaltar um grande perigo em nossos dias, pois conhecer a Deus de forma equivocada pode nos levar a atitudes muito semelhantes, pois da forma que este servo disse conhecer ao seu senhor o fez agir completamente ao contrário do que o senhor esperava.
  O servo disse ter medo do senhor, o conhecimento que temos de Deus não nos faz ter medo, mas temor, no sentido de respeito pela sua santidade e retidão. Ele entregou exatamente o que recebeu do Senhor, aqui há outro ponto que devemos considerar, pois Deus espera que nossa vida seja transformada dia após dia, que possamos crescer e avançar no Reino.
  O que você fazia quando começou sua caminhada cristã? Como você se envolvia com as coisas de Deus no início? E hoje como está sua vida comparada ao início?
  Deus espera que nós venhamos a dar frutos ao longo do tempo que vivemos até sua volta, não dar frutos nos caracteriza como servos maus, negligentes e inúteis.
  Jesus deixa isso muito claro quando diz ser a videira e nós as varas, que nós estando n'Ele é certo que daremos muito fruto e que sem Ele nada podemos fazer, disse mais, "que o Pai é glorificado nisso, em nós darmos muito fruto (Jo 15.1-8).
  Precisamos entender o que quer dizer dar frutos ou multiplicar talentos, isso nada a ver tem com o quanto vamos pregar, cantar ou algo desse tipo, mas isso fala do resultado da nossa salvação, o quanto iremos multiplicar isso que foi dado a nós, sim, quantas pessoas vão ser salvas através do nosso trabalho e ganhar vidas para o Senhor nem sempre se resume ao que prega, pois para que um pregador chegue ao púlpito, muito já foi feito por pessoas que não aparecem, mas que contribuíram de alguma forma, trabalhando com as mãos, orando, contribuindo financeiramente. 
  Essa parábola têm de nos dar uma noção precisa do quanto que, não fazer nada é fazer algo com resultados tão negativos quanto se fôssemos pessoas más, dadas a fazer maldade. Deus nos salvou para que façamos boas obras, isso está claro nesta parábola, está claro nas palavras de Thiago (Tg 4.17), está claro na Parábola do Bom Samaritano e está claro na próxima Parábola de Prontidão que trataremos que fala sobre os bodes e as ovelhas, não deixe de ler.
  Seja um servo bom e fiel, útil para a obra que o Senhor te chama. 
  Acompanhe também as outras mensagens da série:
https://irmaojcarlos.blogspot.com/2020/09/serie-parabolas-de-prontidao.html


https://irmaojcarlos.blogspot.com/2020/09/serie-parabolas-de-prontidao-as-dez.html



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