sábado, 27 de junho de 2020

O desafio de obedecer às Escrituras.


  Josué 23:6 Esforçai-vos, pois, muito para guardardes e para fazerdes tudo quanto está escrito no livro da lei de Moisés; para que dele não vos aparteis, nem para a direita nem para a esquerda; 
  7 Para que não entreis no meio destas nações que ainda ficam convosco; e dos nomes de seus deuses não façais menção, nem por eles façais jurar, nem os sirvais, nem a eles vos inclineis, 
  8 Mas ao SENHOR vosso Deus vos apegareis, como fizestes até o dia de hoje;
  No capítulo 23 do livro de Josué nós temos algumas palavras finais, visto que ele mesmo reconhece e anuncia sua morte, dizem que as palavras finais de uma pessoa se tornam eternizadas, então queria chamar a atenção para este conselho de Josué para o povo e claro, para as gerações que ainda se levantariam.

  Façam todo esforço para obedecer e cumprir o que está escrito.”
  Obedecer às Escrituras não é nada simples, pode parecer desmotivador isso que estou dizendo, mas eu explico. Nosso coração humano é inclinado ao pecado e fazer o que a Bíblia manda é praticamente ir na contra mão de tudo o que nós temos prazer, pois o nosso prazer está em pecar, e quando eu digo pecar, não pense em apenas aqueles pecados cabulosos (que poderíamos citar vários), mas pecar em todos os níveis, até quando ele está disfarçado de piedade e moralidade religiosa.
  Josué fala ao povo depois de eles já estarem estabelecidos na terra que Deus havia prometido aos seus antepassados, eles tomaram posse do que seus pais não alcançaram, vale ressaltar um ponto interessante, quando os espias que Moisés enviou à terra retornaram com o relatório, 12 foram, mas 10 voltaram com um relatório negativo e desanimador, algo que contagiou todo o povo, suas palavras foram essas.

Nm 13. 28 – O povo que vive lá é poderoso, e as cidades são fortificadas e muito grandes... vimos gigantes...

  Este relato dos espias junto de mais algumas informações, inclusive de gigantes que viram desmotivou o povo que passou a desacreditar na conquista, apenas Josué e Calebe que estavam nessa comitiva de espias continuaram crendo que o Senhor os daria a terra, agora na terra após conquistar quase todo o território, inclusive cidades muradas como a de Jericó que seus pais desacreditaram ser possível por conta de suas muralhas, o povo tem a evidência de que seus pais não conseguiram desfrutar dessas conquistas por não serem fiéis ao Senhor, Josué os exorta para que permaneçam fiéis, e para isso era necessário esforço da parte deles.
  Seria uma falha muito grande eu dizer para as pessoas que é fácil se manter fiel ao Senhor nesta terra que vivemos, é claro que já vencemos muitos desafios até aqui, mas não vou desprezar o fato de que as batalhas contra os cananeus que o povo enfrentou e as batalhas contra o diabo e seus demônios que nós enfrentamos não foram as piores, as piores começariam agora, a batalha contra os seus próprios corações que continuariam se inclinando ao pecado. O conselho foi esse, se esforcem para obedecer “sem se desviar”.
  E como o povo de Israel poderia e nós poderemos nos esforçar?

“Não se associem (Não façam alianças com o povo dessa terra).”
  Eu sempre falo com os jovens sobre nossas amizades, pois não podemos confundir as coisas, quando nos tornamos cristãos não significa que temos que abandonar nossos amigos, temos que abandonar o pecado, isso é bem diferente. Eu sempre digo que há uma diferença muito grande em nós andarmos com o ímpio e do ímpio andar conosco, quando andamos com o ímpio, ele está na posição de influenciador, quando o ímpio anda conosco, nós somos os influenciadores, e se andar com nossos amigos que não servem a Deus nos faz pecar, nós fugiremos do pecado, e claro entendendo que aquele relacionamento está prejudicando a minha vida com Deus, não se trata de quem é o amigo, de quanto tempo têm essa amizade, se é um parente, a questão aqui é o seu relacionamento com Deus que precisa ser cuidado e que não há nada e ninguém que seja mais importante do que isso, isso pode soar um tanto quanto fanático, mas não, isso é amar a Deus sobre todas as coisas.
  O conselho de Josué para que o povo obedecesse às Escrituras começava por aqui, “Não se associem, não façam aliança”. Isso diz respeito aos nossos relacionamentos, cuidado com suas amizades, cuidado com quem você escolhe para namorar, com quem você vai se casar. Nossos relacionamentos inevitavelmente nos moldam, digo por experiência própria, até aquela comida que você detesta, você pode se surpreender, essa mesma comida pode se tornar a de sua preferência um dia, assim como o chocolate meio amargo se tornou para mim.
  Pode parecer irrelevante essa questão do chocolate, é só um exemplo, mas para o povo de Israel é muito relevante, pois Deus havia estabelecido a dieta do povo, o que era muito diferente da alimentação dos cananeus.
  Hoje eu conheço pessoas que foram criadas na igreja e que aprenderam desde cedo sobre bebida alcoólicas, drogas, relacionamentos promíscuos, baladas, dentre outras coisas, mas que hoje vivem como se nunca tivessem recebido tais conselhos como este de Josué. O que quero dizer é, cuidado com os seus relacionamentos, pois por causa deles, daqui a algum tempo você pode ser outra pessoa e estar fazendo que nunca aprovou, inclusive se afastar da presença de Deus.

“Não invoquem o nome de seus deuses, nem jure por eles.
Não lhes prestes culto.”
  Talvez você pense como eu ao ler essas palavras de Josué, “é impossível esse povo invocar, jurar e prestar culto aos deuses cananeus depois de tudo o que Deus fez por eles, por tudo o que viram Deus fazer”.
  Aqui nós temos uma lição muito importante sobre nosso coração, não sei você, mas eu já ouvi muito e também já devo ter falado que, “se eu visse o que o povo de Israel viu ao sair do Egito, eu nuca faria como eles”, parece até engraçado, pois nós olhamos para as pragas do Egito, para o mar se abrir, e outras tantas coisas que aconteceram e vemos o quanto o povo foi fraco e incrédulo diante das dificuldades quando essas surgiam, já parou para pensar que nossa libertação do pecado foi maior do que aquela, que a libertação do povo no Egito foi apenas uma sombra do que aconteceria na vida real de todos nós, maior do que as pragas do Egito ou o mar se abrir foi a obra de Cristo na cruz, a justificação e a presença do espírito Santo em nós, mas mesmo assim estamos muitas vezes inconstantes em nossa fé, por isso eu entendo o que Josué está falando, talvez naquele momento eles estavam desfrutando da conquista, mas logo seus corações seriam provados e quando chegasse essa hora essas palavras precisavam continuar soando.
  Continue fiel ao seu Deus, não faça como os cananeus, não invoque, não jure, não preste culto aos deuses cananeus, infelizmente isso aconteceu com Israel em muitos momentos após a morte de Josué, talvez você esteja lendo agora e tem pais como Josué, líderes espirituais que te dão conselhos semelhantes, que até em momentos de conquista te falam para tomar cuidado, ao dar esse tipo de conselho para minha filha ou para meus liderados não me atenho apenas ao tempo presente, penso no dia em que não estarei por perto e que cada um vai ter de fazer suas escolhas, e que mesmo eu estando morto ou distante, minhas palavras serão mais fortes e influentes do que a cultura dos presente dos cananeus.
  E por fim...

“MAS APEGUEM-SE SOMENTE AO SENHOR COMO FIZERAM ATÉ HOJE.”
  Como obedecer às Escrituras?  Como não ser influenciado por uma cultura presente e tão forte? Josué responde: “apeguem-se somente ao Senhor”.
  O Segredo de não cairmos em pecado não é lutar contra o pecado, na verdade a bíblia nos dá um conselho importante sobre isso, que é “fugi da aparência do mal (1 Ts 5.22)”, só existe uma forma de vencermos o pecado, apegando-nos ao Senhor e isso é uma atitude constante, como no caso de Israel, até aquele momento em que Josué falava eles tinham se apegado, mas precisariam manter suas vidas assim, se amanhã relaxarmos sofreremos as consequências desse afastamento, no versículo 16 Josué disse que se por acaso violassem a aliança a ira do Senhor se acenderia contra eles e logo desapareceriam da terra, vale enfatizarmos isso e destacarmos a palavra “logo”, quando nos afastamos de Deus e desobedecemos a sua Palavra, não demora muito para que soframos os prejuízos disso.
  Falar sobre isso pode parecer duro e até imposição de terror para segurar as pessoas, mas o próprio Jesus um dia falou sobre o pecado e os prejuízos que são gerados quando o escolhemos (Jo 5.1-14).
  Pense nisso e escolha a vida, escolha Deus como seu primeiro e maior amor, no final o resultado certamente é de vitória.

#PenseNisso
#DeusTeAbençoe

quinta-feira, 18 de junho de 2020

*Relatos de um judeu quando os romanos imperavam em sua terra (Ficção)*



"Há um grupo de judeus, se é que podemos cháma-los de judeus…
Pois parecem desconsiderar o fato de que há um governo sobre nós que não comunga de nossa fé e que impõe com força ao nosso povo sua tirania, são impostos, são decretos de seu "César" que temos de seguir, porque se não fizermos assim, estaremos descumprindo a Lei e nos tornando rebeldes contra o governo romano.
De qual grupo eu estou falando? Estou falando daquela seita, dos seguidores de Jesus…
Nós somos a nação escolhida por Deus, mas desde que Jesus os ensinou a dar a César o que é de César, desde que seus líderes ensinaram que deveriam honrar e orar pelos seus governantes, não temos mais força em nossa oposição contra esse governo tirano e pagão.
São traidores da sua nação, não contribuem e não acrescentam em nada, oram por quem nos faz mal, nos persegue, nos oprime, eles caminham duas milhas quando os romanos os obrigam a caminha uma, nunca estão prontos a revidar os ataques que sofrem, seguem agora com essa nova filosofia "se alguém te ferir na face direita, oferece-lhe também a esquerda", dentre tantas outras loucuras que os transforma em verdadeiros bobões.
Não entendo o que se passa na cabeça e no coração desses cristãos…"
Quem não nasceu de novo, nunca entenderá o que se passa na mente e no coração de um cristão, não entenderá muitas outras coisas também como amar o inimigo, perdoar o imperdoável, orar por quem persegue, falar bem de quem maldiz…
Ser cristão é na verdade, viver o Reino de Deus no Reino de corrupções que há em qualquer parte do mundo, não adianta forçar para que entendam, pois de fato, nem todos podem entender que apesar de entendermos nossa missão de sermos sal e fazer de tudo para preservar princípios e valores na sociedade, nossa expectativa não é essa terra e não arriscaremos perder o céu por conta desses problemas que existem desde que o pecado é pecado na vida do homem.
Tem palavras que até vem na mente, tem coisas que até queremos dizer fazendo valer o nosso direito de cidadãos, mas antes de cidadãos da terra, somos cidadãos do Reino, por isso quando falamos, quando oramos, quando honramos, perdoamos, amamos, fazemos isso somente por um motivo…
Porque amamos a Deus sobre todas as coisas e obedecê-lo é nosso maior prazer.
*No tempo difícil que vivemos no Brasil, você é o judeu, ou o judeu cristão?*
*#PenseNisso*

terça-feira, 16 de junho de 2020

Mais do que ser ouvido, ser justificado.



Lucas 18:9 A alguns que confiavam em sua própria justiça e desprezavam os outros, Jesus contou esta parábola:
10 "Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu e o outro, publicano.
11 O fariseu, em pé, orava no íntimo: ‘Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens: ladrões, corruptos, adúlteros; nem mesmo como este publicano.
12 Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho’.
13 "Mas o publicano ficou à distância. Ele nem ousava olhar para o céu, mas batendo no peito, dizia: ‘Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador’.
14 "Eu lhes digo que este homem, e não o outro, foi para casa justificado diante de Deus. Pois quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado".
  Neste texto temos uma parábola de Jesus com dois personagens que foram ao templo para orar, veremos que o fariseu apesar de algumas práticas religiosas que eram cumpridas fielmente por ele, não estava surtindo nenhum efeito diante de Deus, por outro lado o publicano, considerado uma das piores classes de pecadores na época, este foi justificado diante de Deus.
  Uma coisa importante a ser entendida desde o início é que, este texto não é uma apologia ao pecado, não significa que podemos ser ladrões, corruptos, adúlteros, ou que não devemos jejuar ou dar o dízimo. Outra coisa que precisa ser observada é que, o texto não vai tratar de quem tem a oração ouvida simplesmente, mas enfatiza a justificação pela graça mediante ao arrependimento do coração daquele que aceitou o chamado do Espírito para a aproximação e reconciliação. Simplificando, não é um pretexto para continuarmos pecando, entendendo que Deus não se importa com o pecado, seria um grande equívoco e um risco para nós, seria desconsiderar os danos causados por ele desde a queda é até mesmo na morte de Cristo no Calvário.
  O publicano é um personagem nessa história que tem sua vida manchada pela traição ao seu povo, pois trabalhava para os romanos e na maioria dos casos ainda cobrava além do valor dos impostos enriquecendo ilicitamente às custas do seu próprio povo, a roupa de um publicano, o trabalho, as pessoas com quem andava revelava quem ele era e aos olhos da religião, um dos piores pecadores.
  Por outro lado temos um fariseu, suas roupas, seu ofício, as pessoas com quem andava, suas práticas religiosas revelava também quem ele era aos olhos da religião, diferente do publicano, este era respeitado, honrado e bem, visto na comunidade.
  Ao ler este texto penso sobre nossa maior carência, que também será nossa maior busca, perceba que ambos foram ao templo para orar, esta posição é uma das imagens mais fortes e claras do nosso relacionamento e devoção com Deus, quando nos prostramos e oramos ao Deus todo poderoso.
  A intenção de quem ora deve ser a de colocar Deus em um lugar alto e de destaque em seu coração, oração é acima de tudo adoração, mas ao observar a forma como o fariseu orava vemos como podemos cometer um erro grosseiro de contemplarmos e identificarmos o pecado apenas nos ladrões, corruptos, imorais, ou até mesmo na feiura da miséria de um pobre sujeito nas ruas da cidade, neste fariseu apresentado a nós pelo nosso Senhor tinha o pecado escondido em seu coração, um pecado que o condenaria independente do quanto viesse a ser devoto em sua religião em todas as suas práticas.
  O erro que ele cometeu e que nós também podemos cometer é, nos colocar no centro da oração, mesmo assim ele era prevenido, pois esse tipo de oração não se faz para que todos ouçam, “ele fazia no íntimo”. Mas convenhamos, essa posição de quem ora é talvez o momento que talvez pensemos estar livres do pecado, mas fica-nos claro que em todo momento e de todas as formas continuaremos lutando contra o pecado que como um intruso tenta de todas as formas entrar como penetra até nos momentos que nos ajoelhamos diante de Deus.

  Jesus já havia ensinado no Sermão da Montanha que “se nós queremos entrar o Reino dos Céus, nossa justiça deveria exceder a dos escribas e fariseus (Mt 5.20)”, falou de muitos erros que cometiam e que nós deveríamos tomar todo o cuidado para não reproduzi-los em nossa vida espiritual, pois fazendo assim não alcançaríamos nenhuma recompensa da parte de Deus.

  Jesus falou sobre o jejum, esmolas e oração, em todos os casos exortou sobre o fato de fazermos isso para sermos vistos pelos homens, isso fala de práticas onde Deus deve estar no centro, mas que os fariseus hipócritas faziam e se colocavam no centro das atenções.
  Na parábola de Lc 18 Jesus nos traz a revelação de que não se trata de quem foi ouvido naquele dia ou não, não se trata de quem foi abençoado em sua casa, família, saúde, negócios, mas fala claramente de justificação e isso precisa ser observado com todo cuidado por nós, como diz no versículo 9, ele confiava na própria justiça, como se pelas suas práticas se tornassem aceitável diante de Deus e melhor que os demais homens. Falar sobre isso na igreja é demasiadamente desafiador, pois nos parece que estaremos abrindo as portas para que todos façam o que querem, sem ter peso algum na consciência, visto que alguém que faz tudo o que o fariseu fazia é considerado nada diante de Deus, enquanto alguém chega cheio de pecados e é justificado.
  As cartas de Paulo nos servem para explicar o evangelho e ao falar aos romanos ele deixa isso claro. Vamos por parte, primeiro ele fala que não há um justo sequer, isso são palavras de um fariseu ortodoxo e super zeloso na religião judaica, que agora convertido entende que apesar de toda a sua devoção na religião concluiu que, não há justo, não há quem entenda, não há quem busque a Deus, que todos se desviaram e tornaram-se juntamente inúteis, não há quem faça o bem (Rm 3.9-18).
  Podemos pensar então com isso que, ser um religioso piedoso não vale nada?
  Pode ser que sim, pode ser que não!
  Paulo continua dizendo aos romanos que “onde abundou o pecado, superabundou a graça (Rm 5.20)”, em outras palavras, quanto mais pecado, mais graça, porém é preciso muito cuidado aqui e Paulo teve esse cuidado e continua no capítulo 6 fazendo uma pergunta para si mesmo e respondendo “Que diremos então? Continuaremos pecando para que a graça aumente? De maneira nenhuma! (Rm 6.1,2a)”, precisamos entender que ter graça superabundante sobre pecado abundante significa que o pecado nunca será mais forte ou superior a graça salvadora de Cristo. Outra coisa que acontece quando recebemos essa graça que é mais forte ou superior ao pecado, morremos para o pecado e Paulo faz mais uma pergunta “Nós, os que morremos para o pecado, como podemos continuar vivendo nele? (Rm 6.2b)”.
  Aqui entendemos que a religiosidade por si só não pode nos salvar, não nos aproxima de Deus e ainda pode destruir nossas relações humanas, no caso do fariseu, este se achava superior ao outro por suas práticas, já aquele que é salvo pela graça reconhece que é Cristo que faz nele todas as coisas e isso não lhe permite se achar melhor do que ninguém. Aqui resolvemos também muitos problemas sociais, preconceitos e racismo caem por terra pela transformação do homem caído para o homem restaurado.
  Devemos considerar o fato de que para nós na maioria dos casos, “pecados que estão no coração, não são considerados tão pecados assim”, esse era o problema da religião judaica, o que Jesus confrontou fortemente, por exemplo, os antigos disseram não adulterarás (pois a condenação para quem fosse pego no ato era a morte por apedrejamento), Jesus disse que: Qualquer que olhar para uma mulher para desejá-la, já havia cometido adultério em seu coração (Mt.5.27).
  O pecado destacado aqui é a idolatria, adorar outra coisa ou pessoa que não seja Deus, no caso do fariseu ele se colocou no centro da oração, então se trata de adoração a si mesmo.
  A maior carência do ser humano é Deus, o pecado tem iludido aos homens os fazendo acreditar que podem preencher seus corações com a sensação de serem melhores do que os outros ou dignos de admiração pelos seus feitos. A bíblia nos ensina a fazer tudo para a glória de Deus (1Co 10.31), pois se fizermos diferente, podemos até fazer tudo perfeitamente e ainda assim tudo isso ser considerado inútil.
  Se a atitude do fariseu não foi aceita diante de Deus nessa história, então é para o publicano que devemos olhar, pois o resultado final que estamos buscando é aquele que ele vivenciou, ele desceu justificado.
  Primeiro não são os pecados do publicano que estão em questão, então fica claro que pecado é pecado, o destaque aqui é para a atitude dele ao reconhecer que seus pecados o torna indigno até mesmo de se aproximar do templo e olhar para o céu. Nesta oração do publicano vemos um indivíduo que reconhece os seus pecados e entende que Deus é Santo e pode parecer estranho, pois a vida do fariseu é bem diferente da vida do publicano, mas ambos deveriam se achegar diante do Senhor com essa mesma atitude, o problema de confiarmos na nossa própria justiça é exatamente este, pensamos ser perfeitos, pois nosso padrão de comparação do que é santo e profano não é mais Deus, mas o outro, e geralmente escolhemos aqueles que sabemos que cometem mais erros e que esses erros são mais evidentes do que os nossos.
  Os dois subiram ao templo para orar e a intenção de ambos era boa, os personagens são bem diferentes, um julgamento precipitado nos faria olhar para ambos e aceitar com facilidade o fariseu e questionar o motivo que levaria um homem como aquele publicano ao templo.
  Não foi a toa que Jesus nos deixou este ensinamento, não caiamos nesse mesmo erro, de nos acharmos melhores do que os outros, nossa atitude pode parecer a melhor, nossas intenções podem ser até aceitáveis diante dos homens, mas nunca devemos desconsiderar o fato de que Deus está pronto a considerar a atitude do nosso coração.
#PenseNisso

quarta-feira, 10 de junho de 2020

As aparências enganam.



 1 Samuel 16:7 - O Senhor, contudo, disse a Samuel: "Não considere a sua aparência nem sua altura, pois eu o rejeitei. O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração".
  Talvez você assim como eu já tenha se permitido enganar pelo que viu e não conseguiu compreender, ou por que não dizer, discernir. Nosso julgamento precipitado pode nos levar a cometer erros desastrosos, no versículo que lemos, por exemplo, o profeta poderia ter ungido a pessoa errada como rei.
  Existem muitos ditados populares como “Não julgue o livro pela capa”, “o que vale é o conteúdo, não o rótulo”, dentre outros que passam a mesma mensagem de tomarmos cuidado com a aparência, pois ela pode nos enganar. No texto bíblico que lemos temos um clássico acontecimento que sempre é usado quando vamos nos referir a esse assunto, mas gostaria de falar não apenas do que é sempre comum nesse sentido de “vida de aparência”, do quanto podemos nos enganar com aquilo que vemos, mas gostaria de trazer luz ao fato de que neste momento de exploração da autoimagem nas redes sociais, a crescente busca por aceitação de uma imagem que não condiz com a realidade, seja ela geográfica, emocional e até mesmo social.
  A imagem usada para este texto estava circulando nas redes como uma brincadeira, mas sempre procuro refletir sobre o que vejo, tento enxergar além e tirar lições para minha vida e que podem também ser úteis para quem está ao meu redor, talvez você, assim como eu encontrou dificuldade de entendê-la no primeiro momento, o motivo é simples, temos nossa interpretação automática do que vemos, somos precipitados, interpretamos sem analisar cuidadosamente, mas a intenção dessa imagem é essa, é nos fazer rir no final, ninguém sairá prejudicado quando disser que isso é uma coisa incomum ou quem sabe inaceitável, também não é a minha intenção entrar nessa discussão de sexualidade, mas me atenho ao fato de definirmos aquilo que chega a nós sem análise, hoje isso tem nos levado a caminhos tenebrosos, em tempo de muitas Fake News que são compartilhadas sobre política, famosos e etc; temos algo comum antes mesmo do avanço da tecnologia da internet e dos meios de comunicação, a “primitiva” fofoca.
  Hoje podemos dizer que existe a fofoca indesejada (a primitiva) e a fofoca provocada e desejada pelo protagonista da “história”, Antes tínhamos histórias infundadas, criadas a partir de algo que se via ou que se ouvia, que mesmo sem provas se tornava uma história que passava de um para o outro tomando uma forma cada vez pior, dessa maneira a imagem verdadeira de alguém era desconstruída, formava-se na mente das pessoas uma imagem incorreta de alguém, vítima da fofoca.
  Hoje nas redes sociais temos uma mutação do mal que descontruía a imagem de uma pessoa (fofoca), hoje a própria pessoa propositalmente promove e divulga uma imagem falsa de si mesma, a fim de conseguir destaque ou até mesmo ACEITAÇÃO diante da sociedade ou de um público específico, nesta busca desesperada de satisfazer esta necessidade da alma ela se submete a papéis completamente reprováveis, dentre eles poderíamos destacar a exposição excessiva de seu corpo, polêmicas, violência, quebra de princípios e valores da família e claro, a desconsideração por Deus ao passar dos limites que Ele mesmo colocou no coração.
  O que me chama a atenção nesta “mutação” é que temos entrado em um período da história em que as pessoas se importam mais com a aparência do que com a essência, mas com o que pensam sobre ela ou sentem ao vê-las do que propriamente o que pensa sobre si mesmo ou sente, desse modo estamos fadados superficialidade, são sorrisos que escondem agonia, são cenários floridos sem o perfume das flores, é a exposição da vida na morte. Parece forte e negativo isso não é mesmo? Mas acredite aquilo que parece ser novo apenas se repete com os requintes da modernidade e da tecnologia, vejamos:
  Apocalipse 3:1- E ao anjo da igreja que está em Sardes escreve: Isto diz o que tem os sete espíritos de Deus, e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto.
  Da mesma forma que Deus conhecia o coração daquele irmão mais velho e mais forte de Davi e por isso não o ungiu para ser rei, assim como Deus conhecia o coração da igreja de Sardes, Deus conhece todos os homens, conhece além da aparência, a igreja de Sardes reproduzia o mal que temos em grande escala em nossos dias, e como foi com ela, mais uma vez somos chamados ao arrependimento enquanto há tempo, a deixar essa vida que se tornou “comum” nas redes para vivermos a realidade, lutarmos para desfrutarmos da vida real em sociedade, especialmente em família, não aquela que os outros esperam encontrar quando olham para nós.
  A intenção deste texto é que não venhamos cair na sedução desse tempo presente de vivermos a superficialidade da vida on-line, em divulgar uma imagem falsa de nós mesmos e quem sabe até nos tornarmos dependentes de likes, já foi dito por especialistas que a expectativa e ansiedade por um like é no cérebro humano a mesma que um usuário de drogas tem pela próxima dose.
  E caso cometam um erro ao nos definirem por uma foto ou qualquer imagem que seja exposta (pois é um erro definir alguém pelo que se vê em fotos e vídeos) estejamos prontos para que olhando atentamente para nós percebam que em uma foto não expressamos tudo o que realmente somos, que em uma foto talvez expressamos a alegria de um momento, a sensação de um momento, mas que somos maduros o suficiente para entender que a vida é feita de fases e que reconhecemos que as fases que mais nos fizeram crescer e amadurecer foram aquelas das quais evitamos revelar em público, pois se tratam de dias difíceis, onde dores e lágrimas eram comuns.
  Resumindo,
  Não julgue pela aparência!
  Cuidado com a vida de aparência!
  #PenseNisso

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Amor ou Demagogia?




  O racismo ou preconceito seja em qualquer nível é um mal mais antigo do que imaginamos, um mal que se caracteriza no ego do ser humano, ao se achar melhor e superior ao outro.
  Entendo que a moda hoje seja falar sobre isso, como se nossas palavras mudassem as pessoas, os preconceituosos precisam nascer de novo, somente uma transformação na mente das pessoas pode mudar sua perspectiva quanto ao próximo.
  Veja nas histórias, sejam bíblicas ou seculares, sempre houveram guerras e na maioria das vezes os discursos eram os melhores.
  Não  precisamos de discurso, precisamos de exemplos, dê  exemplo para seu filho, seu sobrinho, seu primo, ensine as pessoas a serem humanas, ser humano não é errar e ter uma desculpa, ser humano é ter empatia, ser cordial e sobretudo amável com o próximo, principalmente com quem mais precisa de amor, Jesus foi tão humano que foi encontrado como um homem perfeito.
  Ou seja, quando for defender o oprimido, não use as armas daqueles que oprimem, se não você  não  estará mudando o mundo para a melhor, você só estará  dando continuidade a essa guerra que começou com o pecado de Adão e que ocasionou a morte de Abel pelo seu irmão Caim e os assassinatos de Lameque e muitos outros depois desses até os dias de hoje. Que não venhamos cair no pecado do racismo e nem da hipocrisia, que tratemos também os preconceitos escondidos em nossos coração como a inveja e ciúme, muitos são os níveis de preconceito, mas usamos os mais populares ao nosso favor, aqueles que nos tornam os mocinhos da história ao defende-los.
  Se queremos um bom exemplo a ser seguido, sigamos o de Cristo e pratiquemos a palavra.
  Filipenses 2:3 Não façam nada por interesse pessoal ou por desejos tolos de receber elogios; mas sejam humildes e considerem os outros superiores a vocês mesmos.
  4 Que ninguém procure somente os seus próprios interesses, mas também os dos outros.
  5 Tenham entre vocês o mesmo modo de pensar que Cristo Jesus tinha:
  1 Pedro 3:8 Quanto ao mais, tenham todos o mesmo modo de pensar, sejam compassivos, amem-se fraternalmente, sejam misericordiosos e humildes.
  9 Não retribuam mal com mal nem insulto com insulto; pelo contrário, bendigam; pois para isso vocês foram chamados, para receberem bênção por herança.

  Que venhamos defender o respeito, a igualdade e os direitos de todos, isso inclui aquele que as vezes acreditamos ser nosso adversário. Que Deus nos encontre sempre justos na defesa do oprimido, que ao condenarmos o racismo e o preconceito, não  sejamos achados por Deus nessa mesma prática, ainda que no coração.
#PenseNisso


Guarde sua espada!

  Mateus 26:51 Um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, puxou a espada e feriu o servo do sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha.  52...