terça-feira, 20 de novembro de 2018

Lidando com as consequências



                                     
   Lm 3.39 (BLH)- Por que nos queixarmos da vida quando somos castigados pelos nossos pecados?

   Esta pergunta pode soar simples, quando pensamos na forma mais direta sobre as consequências de erros recentes, mas gostaria de com esse texto trazer uma reflexão mais aprofundada deste questionamento, talvez com essa visão mais estendida e uma melhor compreensão das consequências do pecado possamos encontrar um caminho direto para uma verdade que trará uma paz que não encontraríamos em nenhum outro lugar a não ser na palavra de Deus, na revelação do Filho de Deus.
  O profeta Jeremias, também conhecido como profeta chorão, isto porque relata por exemplo neste livro sua lamentação por Jerusalém, por seu povo, pois foi completamente vencido pela Babilônia, Jeremias está testemunhando sobre o rastro de destruição que ficou em sua terra. Tudo isso aconteceu após muitas profecias que haviam servido de alerta para o povo, para que deixassem o pecado, ou sofreriam um juízo que abalaria fortemente a nação de Israel.
  Jeremias ao falar sobre as consequências deste pecado, questiona aos questionadores, pois não havia o por que questionar a destruição, nem o cativeiro, todos deveriam se humilhar, bater no peito e reconhecer que estavam vivendo as respostas das sementes que plantaram durante muitos anos de desobediência a Deus.
  As consequências do pecado são sempre amargas, diferente do prazer de pecar quando este ainda não revela os frutos, ninguém deseja ou planeja viver as sensações ou os prejuízos causados pelo pecado, as vezes ele destrói de imediato, as vezes ele prejudica à longo prazo, vemos pessoas vivendo na prática do pecado durante anos, sempre sorrindo, enriquecendo, cheios de prazer, porém o pecado sempre trará consequências e uma hora o homem que vive preso a ele sofrerá as consequências amargas de uma vida separada de Deus como Israel que mesmo sendo seu povo escolhido não teve como fugir.
  Você sabe lidar com as consequências dos seus erros?
   Eu seria hipócrita se eu tratasse disso como se fosse algo bem simples, entendo que não deve ser simples pra ninguém as lágrimas que são derramadas quando vivemos este tempo de dor, acredito que na mente de muitos a mesma coisa fica “martelando”...
   “Ah se eu pudesse voltar no tempo, eu faria tudo diferente...”
   Talvez seja interessante olharmos para essa situação com a devida maturidade, não deve realmente ser simples para ninguém viver as duras consequências de erros cometidos, porém devemos reconhecer que somos nós os principais causadores delas. Desde o Édem algo vem acontecendo com os homens, sempre procurando justificar seus erros, transferindo a responsabilidade de tê-los cometido por conta de outra pessoa. Não sei você, mas eu já vi pessoas falando em momentos de ira de coisas erradas que iriam fazer (nem haviam feito ainda), que essas coisas eram culpa de alguém que a magoou ou algo parecido. A decisão de pecar é sempre de cada um de forma particular, porém as consequências do pecado são tão destruidoras que sempre prejudica além daquele que cometeu.
   Hoje vemos muitos problemas em nossa sociedade, vemos famílias desestruturadas, profissionais sem ética e responsabilidade, sofremos com a falta de referências em todas as áreas da nossa sociedade, não temos noção de como isso vai prejudicar a próxima geração, as tragédias que vivemos hoje já são os frutos plantados na geração anterior. Vou dar um exemplo para que possamos entender melhor essa situação.
   Vemos casais de jovens apaixonados, apesar de estar claro de que não estão preparados para assumirem um relacionamento, vemos a insistência no namoro, pois dizem se amar. Estes jovens estão tão apaixonados que se entregam um ao outro sexualmente, acreditam que não devem se privar de se amarem mais profundamente, já que o que sentem é verdadeiro.
  Temos duas possibilidades para este casal, ou a moça vai engravidar antes de casar e isso vai trazer marcas profundas na reputação deles, mais da moça do que do rapaz, ou eles vão casar já com uma vida sexual ativa, mesmo que ninguém saiba, estarão levando para o matrimônio consequências inevitáveis ao que viveram anteriormente.
   O que eu gostaria de mostrar com este exemplo, é que independente de terem casado, um papel assinado por um homem (juiz), não pode resolver as questões espirituais sobre o pecado. Sendo assim muitos são os casos de casais que vivem problemas dos mais variados e que vivem questionando o por que de tudo isso lhes acontecerem. Questionamos o comportamento de alguns jovens hoje, quando vamos tratar as questões, vemos um histórico de separação dos pais, vemos a falta de cuidado em uma fase importante de suas vidas, sem perceberem, os pais estavam semeando coisas negativas no coração de seus filhos, formando tantos tipos de caráter negativo que no futuro os farão viver grandes dilemas, onde terão de lutar na maioria das vezes sozinhos para viver uma restauração em suas vidas. Nisto passamos a entender os grandes problemas sociais, são frutos de sementes que tem sido lançadas.
  Talvez você possa me dizer também que existem algumas situações que são difíceis de entender, que não tem como explicar dessa forma, talvez você diga que é fácil entender que um motorista ficou paraplégico após dirigir bêbado em alta velocidade, mas talvez seja difícil entender que este mesmo motorista talvez não tenha sofrido nada grave, enquanto alguém que não estava bêbado na calçada foi atropelado por ele e ficou paraplégico.
   Como entender isso? A consequência do erro não foi dada a quem merecia? Houve um erro de Deus ou uma injustiça?     
  Quero que veja este versículo com um olhar mais específico sobre tudo o que tenho já comentado.
Jo 9.1-3 (NVI) – Ao passar, Jesus viu um cego de nascença.
  Seus discípulos lhe perguntaram: “Mestre quem pecou: este homem ou seus pais, para que nascesse cego?”
  Disse Jesus: Nem ele e nem seus pais pecaram, mas isso aconteceu para que a obra de Deus se manifestasse na vida dele.
   Com toda a certeza os discípulos estavam questionando sobre a doença como a consequência de um pecado cometido, eles não estavam blefando como alguns pensam, talvez nem usando de um questionamento segundo alguma doutrina pagã como a encarnação, mas usando do próprio conhecimento da lei que dizia:
   Ex 20.5 (NVI) – Não te prostrarás diante deles, nem lhes prestarás culto, porque eu, o Senhor, o teu Deus, sou Deus zeloso, que castigo os filhos pelos pecados de seus pais até a terceira e quarta geração daqueles que me desprezam.
   Fica muito claro aqui que havia um juízo estabelecido por Deus de que os filhos sofreriam as consequências dos erros cometidos por seus pais. Porém fica também muito claro quando o Senhor disse que cada um daria conta de si mesmo.
Ez 18.19-20 (NVI) – “Contudo, vocês me perguntam: ‘Por que o filho não partilha da culpa de seu pai?’ Uma vez que o filho fez o que é justo e direito e teve o cuidado de obedecer a todos os meus decretos, com certeza ele viverá.
  Aquele que pecar é que morrerá. O filho não levará a culpa do pai, nem o pai levará a culpa do filho. A justiça do justo lhe será creditada, e a impiedade do ímpio lhe será cobrada.
   Como entenderemos as duas verdades que parecem incoerentes?
   Precisamos entender que existe uma resposta correta para a indagação dos discípulos em João 9, nem o cego pecou e nem os seus pais, Jesus disse que foi assim para se cumprir nele as obras de Deus, porém eu queria dar uma resposta dentro da resposta de Jesus, mas que não nos aparece claramente, uma resposta que pode ser dada tanto para um cego de nascença, como pra qualquer situação que não consigamos entender onde foi o erro para que haja uma tão dura consequência. Por exemplo:
                     Quem pecou, ele ou seus pais para que fosse assim?
                     Adão pecou.
   Paulo também nos explicou isso com o devido cuidado ao dizer:
   Rm 5:12-14 (NVI) -- Portanto, da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram;
pois antes de ser dada a lei, o pecado já estava no mundo. Mas o pecado não é levado em conta quando não existe lei.
Todavia, a morte reinou desde o tempo de Adão até o de Moisés, mesmo sobre aqueles que não cometeram pecado semelhante à transgressão de Adão, o qual era um tipo daquele que haveria de vir.

   Este entendimento precisa ficar muito bem esclarecido em nossa mente e coração, pois existem consequências hoje em nossa vida daquilo que fazemos e existem consequências daquilo que já foi feito por Adão no Éden, as consequências são mais terríveis do que geralmente podemos entender e até aceitar. É muito difícil aceitar a morte de um bebê, pais que esperam por longos meses até aquele momento único de ter em seus braços o filho esperado, quando no parto algo acontece e a criança vem a óbito, porém é muito mais aceitável a morte da vozinha de 80 anos, que no final de sua vida já contraía diversas complicações em sua saúde e seus familiares até se contentam ao pensar que é o melhor pra ela morrer logo para não sofrer tanto.
   Nossos sentimentos e emoções de fato não sabem lidar com morte, nossa consciência muito menos, pois nem o bebê e nem a vozinha deveriam morrer, o pecado foi quem truxe isso, não existe melhor ou pior morte, nenhuma delas estava dentro do plano de Deus para o homem, pelo contrário, Deus o alertou sobre as consequências do pecado.
   Gn 2.17 – Mas não como da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, CERTAMENTE VOCÊ MORRERÁ.
   Assim como um pai não tem noção das consequências e dos prejuízos que uma traição que resultará em uma separação causará em seu filho anos depois, Adão não tinha noção do quanto as gerações posteriores sofreriam, por isso uma boa resposta para a pergunta dos discípulos seria essa, ADÃO PECOU.
   Porque Adão pecou, Caim matou seu próprio irmão, Caim nessa história é o homicida culpado, como o motorista bêbado em alta velocidade.
   Porque Adão pecou Abel morreu assassinado, assim como um homem inocente na calçada atropelado por um motorista bêbado.
   Esta é a clareza que a Bíblia nos dá de como as coisas mudaram não só na vida de Adão e Eva ao serem expulsos do jardim, mas na vida de seus filhos e filhos de seus filhos até que chegasse a nós.
   Podemos ter um melhor ponto de vista ao olharmos para situações como a do cego em João 9, o ponto de vista de Jesus, que vê aquilo que é trágico e terrível, mas não vê o fim e sim uma possibilidade de manifestar as obras de Deus.
   Ezequiel quando fala sobre o pecado do pai não recair sobre o filho, também fala da obra de Deus quando os homens decidem se desviar do pecado.
   Ez 18.21 – “ Mas, se um ímpio se desviar de todos os pecados que cometeu e obedecer a todos os meus decretos e fizer o que é justo e direito, com certeza viverá; não morrerá.
   Ez 18.23a – Teria eu prazer na morte do ímpio?
   Sempre existiu uma saída de escape para o homem que estava preso ao pecado, decidir se desviar do pecado (arrepender-se) e obedecer os decretos (Lei), porém o homem pela Lei não encontrou a vida, pelo contrário, ao não conseguir obedecê-la, se tornou um transgressor da Lei e pecador, mas Deus tinha um plano, uma forma de redimir os homens criando um segundo Adão, um homem como o primeiro, sem pecados, que agora teria a sua própria “Árvore do conhecimento para servir de provação” o “mundo”.
  Rm 5:16-19 -- Não se pode comparar a dádiva de Deus com a conseqüência do pecado de um só homem: por um pecado veio o julgamento que trouxe condenação, mas a dádiva decorreu de muitas transgressões e trouxe justificação.
  Se pela transgressão de um só a morte reinou por meio dele, muito mais aqueles que recebem de Deus a imensa provisão da graça e a dádiva da justiça reinarão em vida por meio de um único homem, Jesus Cristo.
  Conseqüentemente, assim como uma só transgressão resultou na condenação de todos os homens, assim também um só ato de justiça resultou na justificação que traz vida a todos os homens.
  Logo, assim como por meio da desobediência de um só homem muitos foram feitos pecadores, assim também, por meio da obediência de um único homem muitos serão feitos justos.
   Jesus é a resposta de Deus às consequências que o pecado nos trouxe, sejam elas de coisas que fizemos, ou do grande erro de Adão, o que Adão fez foi um grande pecado, mas não se compara ao que o segundo Adão fez, pois foi muito maior.
Rm 5:20b -- Mas onde aumentou o pecado, transbordou a graça.
  Tudo que Deus criou era perfeito, Ele mesmo disse que era muito bom, muitas coisas que vivemos, vivemos como consequência de um erro que foi cometido a muito tempo. Eu gostaria de sugerir um outro texto que eu escrevi sobre a bondade de Deus, está no meu blog também, “ De onde vem as coisas ruins”.
   É muito importante saber lidar com as consequências do pecado, isso pode te proporcionar um melhor relacionamento com Deus, quando Jesus veio a terra, muitos homens eram perfeitos fisicamente, mas espiritualmente, todos estavam como aquele cego, só que espiritualmente, cegos e mendigos espirituais, mas quando Jesus nos encontrou, Ele nos tirou de um lugar que sozinhos não conseguiríamos sair e na terra não havia ninguém que pudesse nos tirar de lá.
   Que você também venha ter este encontro com Jesus e que sua vida também seja completamente transformada pela sua abundante Graça.

#PenseNisso
#DeusTeAbençoe  

2 comentários:

  1. Glória Deus!!! Que palavra maravilhosa. Que Deus continue te abençoando e te usando

    ResponderExcluir
  2. Glória a Deus! Acompanhe outros temas, Deus vai continuar falando com vc!

    ResponderExcluir

Guarde sua espada!

  Mateus 26:51 Um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, puxou a espada e feriu o servo do sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha.  52...