quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Seja "festa" aqui na terra assim como no céu

Suas festas da lua nova e suas festas fixas, eu as odeio. Tornaram-se um fardo para mim; não as suporto mais!
Quando vocês estenderem as mãos em oração, esconderei de vocês os meus olhos; mesmo que multipliquem as suas orações, não as escutarei! As suas mãos estão cheias de sangue!
Lavem-se! Limpem-se! Removam suas más obras para longe da minha vista! Parem de fazer o mal,
aprendam a fazer o bem! Busquem a justiça, acabem com a opressão. Lutem pelos direitos do órfão, defendam a causa da viúva.
"Venham, vamos refletir juntos", diz o Senhor. "Embora os seus pecados sejam vermelhos como escarlate, eles se tornarão brancos como a neve; embora sejam rubros como púrpura, como a lã se tornarão.
Isaías 1:14-18

O povo de Israel era conhecido pelas inúmeras festas anuais que faziam em honra ao Senhor! Todo o reino se congregava em Jerusalém para celebrar e adorar ao Senhor! Caravanas de todas as cidades do país eram organizadas e em marcha caminhavam até a cidade Santa. As crianças eram ensinadas desde cedo a celebrar tais festas. O próprio Jesus, quando menino, foi levado para uma dessas festas. Era um costume passado de geração em geração!
Contudo, com o passar dos anos, o povo não fazia mais por amor, não tinham mais o temor necessário. Não se preparavam, não se santificavam para estar na presença de Deus. Viviam dissolutamente durante todos os dias do ano. Imersos em suas próprias ambições e luxúrias se entregavam ao pecado e aos prazeres. E ao se aproximar uma das festas anuais, levavam como de costume um dos carneiros para que fosse sacrificado e servisse de libação pelos pecados e adoração ao Senhor. O povo então passou a sofrer com a perseguição, com as guerras, com a fome, mas não reconheciam que passavam por tudo isso porque não tinham uma vida consagrada a Deus. Achavam que por causa dos sacrifícios, Deus os livraria de seus inimigos. Não se deram conta de que o Senhor não se agradava mais dos holocaustos. Não perceberam que tudo isso já não passava de uma rotina para eles. Do que adianta fingir santidade no templo e ter uma vida de pecados em casa? Deus conseguia enxergar além dessas aparências e via que o coração do seu povo não estava mais nele. Por isso passou a detestar suas festas, seus holocautos. Sentia nojo, e repulsa até das mãos levantadas em oração.
Será que hoje em dia não estamos assim como o povo de Israel? Será que não temos entregado a Deus algo que ele sente nojo? Do que adianta congressos, cultos, campanhas, subidas ao monte se o nosso interior está podre? Como podemos arrecadar fundos para essas festas enquanto há pessoas em nossa própria igreja que não tem o que comer em casa, uma cama para dormir? Como podemos esbanjar dinheiro, comprar roupas caras e ao passar na rua não deixar nenhuma moeda com o necessitado? Como podemos nos amar mais do que ao nosso próximo? Como podemos erguer as mãos em adoração e ao sair do culto falarmos mal dos nossos irmãos, bebermos, e praticar pecados até ilícitos? Será que Deus tem se agradado de nós? Ou será que Ele já não vira o rosto quando clamamos e louvamos a Ele?
Viver para Cristo é pensar no próximo assim como Ele fez conosco. Mesmo sendo envolto de glória, Ele escolheu se fazer de miserável, Ele renunciou tudo isso por amor a nós para que fôssemos resgatados para Ele mesmo. O seu sacrifício nos deu a chance de sermos sarados. Não importa o tamanho do pecado, o tamanho da sujeira, não importa se são tão chamativos com a cor escarlata e o púrpura. O sangue de Jesus nos purifica de todos eles. E tem poder de deixar-nos brancos como a neve e a lã! Voltemos para o Senhor enquanto podemos. Ansiemos por gastar nossas vidas em sua obra. Que nosso sofrer seja uma oferta agradável a Ele. E assim teremos a certeza de que nosso sacrifício não lhe traz nojo, ou asco, mas sim alegria!
(Daniel Ferreira)

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