sábado, 9 de setembro de 2017
Missão nacional
Nesta data especial, e digna de ser apreciada e feito a Deus ações de graças por tal ação iniciada pelo próprio Senhor, queremos externar a alegria de fazer parte da missão que Deus nos designou nesta nação.
Jesus é o maior exemplo de missionário na execução de uma missão e por que não dizer missão nacional? Sua missão iniciou-se na sua terra, porém como a missão de Deus não se limita geograficamente, se espalhou até os confins pois este era o desejo do coração do nosso Pai. Ele mesmo falou à Abraão que todas as famílias da terra seriam abençoadas através dele.
Ao olharmos para Jesus, vemos seu amor pelo seu povo, sua nação. Vemos que mesmo em uma nação particular para Ele onde seu principal alvo inicial eram os "filhos" - como bem disse à mulher cananéia - existiam entre esses "filhos" diferenças. Distinguiam-se tanto em aspectos sociais, quanto financeiros, religiosos e morais.
Jesus tinha um compromisso com sua missão e Ele mesmo disse: "Eu vim para os meus". Sua missão era o seu povo, sua missão era a sua gente, os seus compatriotas eram o seu alvo principal haja vista que tinha e tem a convicção de que estão dentro dos planos do Pai na história da eternidade.
Jesus estava disponível aos líderes religiosos como Nicodemos, Jairo e José de Arimatéia. Estes quando vieram extrair o melhor dele, o melhor alcançaram. Semelhantemente, pessoas simples encontraram nele o maior e melhor amigo. Pescadores, mulheres, crianças, todos tinham acesso a Ele. E em alguns casos, quando pessoas não tinham acesso a Ele, mesmo sendo um gadareno, lá estava Jesus atravessando o mar da Galiléia, enfrentando uma tempestade e libertando o homem de legiões de demônios. Adúltera, samaritana, leprosos, publicanos, gente que estava dentro da nação, porém longe de Deus por conta da rejeição dos religiosos e de certa forma da religião, também eram alcançadas pelo plano redentor preconizado por Jesus.
O unigênito de Deus quebrou alguns protocolos por compaixão, curando um homem no dia de sábado. Mesmo estando fora do costume dos seus compatriotas, deixou claro que estava indo de acordo com os propósitos de uma nação que está além dos nossos olhos. Foi questionado, criticado, julgado, zombado, desprezado, abandonado, desprovido de defesa e de amigos. Sentiu-se sozinho, todavia em nenhum momento deixou de lado sua missão, pois o amor que o movia superava qualquer adversidade. A bíblia chega a dizer que tendo amado os seus, amou-os até o fim. Por fim, recebeu a morte como coroa de um ministério bem sucedido.
Neste dia comemorativo, não poderemos deixar de trazer uma luz e realidade à nossa missão nacional. Ela tem iniciado uma caminhada de forma diferente em alguns lugares e na idéia de pessoas que estão entendendo missões de uma forma deturpada. Temos visto em nossa nação brasileira muito movimento e por que não dizer muitos eventos "missionários". Entretanto, não sentimos o "cheiro do mato" e nem das ovelhas nos grandes pregadores que atraem multidões. Não vemos mais as marcas como antes viam em Paulo. Não vemos e não sentimos o amor de Jesus copiado em missionários e missões nacionais. Muitas vezes quem fala de missões já não experiencia um campo missionário junto aos não alcançados há muito tempo.
Como seremos missionários como Jesus se levantamos muros que servem de fronteiras intransponíveis? Muros denominacionais, de classes sociais, teorias na qual cada um defende a sua tese e sua interpretação.
Nesta data, queremos trazer à memória os 500 anos de reforma, pois nos ensina que a salvação é um dom de Deus. Ela não vem de nós para que ninguém se glorie. A salvação é pela graça e por que não dizer "de graça" ou melhor sem cachês ou valores? Em nossos dias, estar diante de uma multidão leva muitos a pensarem no lucro que isso dará. Jesus diante de uma multidão se preocupa em não despedi-los vazios de alimento. Com isso aprendemos que o maior retorno que um missionário pode esperar é almas, é vê-las salvas e se este é o desejo do coração de um missionário, seu anseio não está em assumir púlpitos ou microfones, mas em estar no campo.
Hoje em nossa nação temos que romper algumas fronteiras para ir ao encontro de ALMAS. Fronteiras estas que nos separam das regiões secas dos estados do nordeste. Fronteiras que nos separam das cidades de Minas Gerais com percentual de 1% de cristãos. Fronteiras que nos separam dos índios não alcançados. Fronteiras que nos separam dos enfermos nos hospitais, dos presos, dos orfanatos, dos asilos, dos jovens marginalizados nas comunidades, das ruas com os mendigos. Precisamos entender que essa fronteira não significa distância ou resistência governamental ou religiosa, esta fronteira está em nossos corações.
Uma grande missão não começa ao embarcarmos em um avião com destino internacional. Uma missão começa no simples fato de nos levantarmos em direção aos perdidos, ao atravessarmos um rio de canoa, ao caminharmos por horas em uma estrada de chão, ou ao subirmos ladeiras e escadarias de uma comunidade...
Louvemos a Deus pela missão nacional, esta que tem sido feita por quem ama sua pátria, desconhecidos nos ribeirinhos da Amazônia, no sertão do norte e nordeste, nas matas do Maranhão, nas favelas das comunidades e em tantos outros lugares.
Um dia, todos os missionários serão honrados pelo próprio Senhor por tudo o que fizeram, pois fizeram ao seu próximo, ou ao distante que amou tanto que foi pra perto tornando-o seu próximo, fizeram como ao próprio Cristo. Jesus disse:
Mateus: 25. 34. Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;
35. porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me acolhestes;
36. estava nu, e me vestistes; adoeci, e me visitastes; estava na prisão e fostes ver-me
37. Então os justos lhe perguntarão: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber?
38. Quando te vimos forasteiro, e te acolhemos? ou nu, e te vestimos?
39. Quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos visitar-te?
40. E responder-lhes-á o Rei: Em verdade vos digo que, sempre que o fizestes a um destes meus irmãos, mesmo dos mais pequeninos, a mim o fizestes.
Um missionário compõe um cenário já estabelecido no céu pela imagem do nosso Jesus, aquele que amou e se dedicou aos perdidos e pecadores. Isso nos faz benditos juntamente com Cristo. Fazendo aos homens como se fosse ao próprio Jesus, um dia Ele mesmo vai dizer que recebeu todo o amor que oferecemos àqueles que precisavam de ajuda, principalmente desta tão maravilhosa salvação.
Celebremos a Deus por fazermos hoje parte de uma obra que Ele mesmo iniciou e nos confiou para dar continuidade!
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